Bombas de carga da Wärtsilä Svanehöj e sistemas de gás inerte da Wärtsilä Moss, equipam a FPSO P-66 da Petrobras

Publicado em 7 de abril de 2017

A foto da revista Brasil Energia mostra a FPSO P-66 deixando o estaleiro BrasFels (Angra dos Reis) no início de Fevereiro deste ano em rota para o campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

A P-66 é a primeira unidade da série de FPSOs batizadas de Replicantes. O projeto das Replicantes nasceu no CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobras) e foi desenvolvido pela Engenharia da Petrobras.

Na licitação para a construção dos oito cascos a ECOVIX (ENGEVIX Construções Oceânicas) foi a vencedora do certame e o estaleiro BRASFELS ficou encarregado de fazer a integração dos módulos em Angra dos Reis.

A P-66 é um investimento de cerca de US$ 1 Bilhão e deverá entrar em operação ainda no primeiro semestre de 2017.

A entrada em operação da unidade é vista com grande expectativa pela Petrobras em face aos objetivos da empresa estabelecidos no seu plano de negócios 2017-2021.

Para transferir o óleo produzido na planta de processamento de 150.000 barris de óleo, dos 12 tanques de armazenamento de petróleo para os navios aliviadores (Shuttle Tankers), a FPSO contará com bombas tipo Deep-Well fabricadas pela Wärtsilä Svanehöj, da Dinamarca. Cada bomba, com capacidade de transferir 1.200 m3/h de petróleo a uma pressão de 16 Bar, aproximadamente, é acionada por um motor elétrico de 540 KW através de variadores de velocidade (VSD) que permitirão completo controle da velocidade de operação das bombas. Até seis bombas podem ser operadas simultaneamente, transferindo cerca de 7200 m3/h para os navios aliviadores.

Bombas de carga da Wärtsilä Svanehöj e sistemas de gás inerte da Wärtsilä Moss, equipam a FPSO P-66 da Petrobras

O uso de motores elétricos e variadores de velocidade no sistema de carga das FPSOs é uma inovação no sistema Petrobras, que utilizará menos energia, produzirá menos ruído e de forma mais limpa, ambientalmente.

Para segurança da operação, a FPSO também será equipada com geradores de gás inerte fabricados pela Wärtsilä Moss, da Noruega. O gás inerte tem fundamental importância na operação da unidade ao evitar o risco de explosão provocado pelos gases oriundos do petróleo armazenado nos tanques. A teoria é relativamente simples, inunda-se os tanques com um gás inerte, pobre em oxigênio, reduzindo assim a possibilidade da ocorrência de uma explosão perante uma ignição acidental.

O gás inerte será gerado a partir da queima de diesel e de gás produzido pela própria FPSO.

Os geradores de gás inerte foram montados em “skids” e serão acomodados no Módulo de Utilidades da FPSO. A capacidade de cada gerador é de 9000 m3/h, ou aproximadamente 125% maior do que a capacidade das bombas de carga.

Bombas de carga da Wärtsilä Svanehöj e sistemas de gás inerte da Wärtsilä Moss, equipam a FPSO P-66 da Petrobras

A montagem dos geradores de gás inerte em “skid” único, proporcionou ao estaleiro uma série de vantagens como a menor ocupação da engenharia do estaleiro, facilidade de instalação, manuseio do conjunto montado, a realização de teste de todo conjunto em escala real antes da montagem na FPSO. Sem contar na montagem quase “plug & play” proporcionada pelas interfaces facilitadas.

Dados da P-66: